Os Desafios Culturais Da Propaganda Na Modernidade
O texto ‘’ Os desafios culturais da propaganda na
modernidade ‘’ busca mostrar de forma critica e bastante exemplificada, o modo como a propaganda moderna tem perdido sua força cultural
com o passar do tempo.
A propaganda brasileira atual deixou na maioria dos casos de
ser regional para se tornar internacional, perdendo assim um pouco de sua
interatividade com o público. Existem comportamentos e expressões que mudam
radicalmente de um país para o outro, mesmo aqui no Brasil, uma só palavra pode
ter diversos significados dependendo do lugar onde são ditas. Um exemplo
clássico pode ser encontrado em uma propaganda do anunciante Panificadora Alfa,
que acabou se tornando famosa ao usar a figura do papai noel dizendo que ‘’
Adora o cacetinho da panificadora alfa
‘’, algumas pessoas de outras regiões
podem levar esta propaganda a um rumo totalmente diferente do pretendido, mas
onde ela foi veiculada é comum usar tal termo para se referir a um tipo de pão.
Os primeiros redatores foram os poetas, os primeiros
diretores de arte foram os artistas e os primeiros criadores de jingles foram
os músicos, ou seja, desde o principio a publicidade tem raízes diretas no
âmbito cultural. A cultura da imagem pronta, tem sido um obstáculo para nossos
‘’ artistas ‘’ contemporâneos que são impedidos pelo mercado, de usar a
criatividade para trabalhar de forma livre e cultural. ‘’ Ao se preocupar
demasiadamente com as questões estéticas ignorou e excluiu os formatos abertos
e movediços da cultura brasileira, diminuindo desse modo o poder da comunicação
do discurso publicitário brasileiro ‘’, segundo CORREIA (p.07), passagem que afirma e sustenta esta
perda de credibilidade cultural na propaganda brasileira.
Dentro desta perspectiva,
é possível afirmar e concordar com o texto que, o discurso publicitário
brasileiro precisa tomar cuidado com a forma de que está trabalhando com o seu
público. O mercado publicitário precisa prezar por inovação e criatividade ao
invés de formulas prontas e ‘’ quadradas ‘’.
Por: Joaquim Belisário Martins Neto.
Por: Joaquim Belisário Martins Neto.