Resumo crítico do artigo "Os desafios culturais da propaganda na modernidade"
Raras são as pessoas que no mundo contemporâneo não são alcançadas pela publicidade. Tal abrangência abre um enorme leque a despeito de sua qualidade, finalidade e recursos físico e/ou simbólicos, usados.
É comum encontrarmos estudos que se distanciam muito um do outro, artigos que cada qual vem trabalhar com uma vertente diferente da produção e distribuição publicitária. Rodrigo Stéfani Correa, aborda um lado mais crítico e analítico desse mercado, como ele mesmo aponta, a comunicação de massa se contradiz muito com o marketing moderno, uma vez que, essa estratégia busca frisar questões de responsabilidade social e ética e a comunicação de massa tem como objetivo convencer e controlar os consumidores.
O texto aborda também as raízes históricas, mostrando que grande parte do cenário publicitário atual se deve a consequências de nos seus primórdios, nos basearmos fortemente nas estratégicas norte-americana e europeia. As guerras teve um grande impacto não só na publicidade, mas na maneira de fazer comunicação de modo geral. Assim como atualmente somos reféns de padrões estéticos estabelecidos pelos gregos, com a propaganda militar passamos a ser prisioneiros de um regime imagético muito forte, que ponderou até os dias atuais.
Com o mercado publicitário em evidência, sentia-se a necessidade de mais mão de obra, dado isso, em seus primeiros passos eram pintores, poetas, cantores, enfim, todo um rol de artistas que se dedicou ao mercado publicitário. Contudo, a medida que a demanda ia subindo, esse cenário estava se tornando cada vez mais uma indústria de massa, cada vez mais se preocupando com questões estéticas, ignorando a abertura e autonomia da cultura brasileira. Entretanto, isso não se mostrou eficaz, como afirma Martín Barbeiro: "Não existe comunicação sem cultura, nem cultura sem comunicação."
Concluo essa crítica ressaltando uma pergunta pertinente, que o próprio autor expõe em seu texto, e que parece nunca chegar a um consenso. "Afinal, qual é o verdadeiro papel da propaganda, vender ou informar/persuadir?"