quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Resposta aula 01 | Wânderson Gonçalves Z. B. Adorno

Resumo crítico do artigo "Os desafios culturais da propaganda na modernidade"


          Raras são as pessoas que no mundo contemporâneo não são alcançadas pela publicidade. Tal abrangência abre um enorme leque a despeito de sua qualidade, finalidade e recursos físico e/ou simbólicos, usados.
          É comum encontrarmos estudos que se distanciam muito um do outro, artigos que cada qual vem trabalhar com uma vertente diferente da produção e distribuição publicitária. Rodrigo Stéfani Correa, aborda um lado mais crítico e analítico desse mercado, como ele mesmo aponta, a comunicação de massa se contradiz muito com o marketing moderno, uma vez que, essa estratégia busca frisar questões de responsabilidade social e ética e a comunicação de massa tem como objetivo convencer e controlar os consumidores.
          O texto aborda também as raízes históricas, mostrando que grande parte do cenário publicitário atual se deve a consequências de nos seus primórdios, nos basearmos fortemente nas estratégicas norte-americana e europeia. As guerras teve um grande impacto não só na publicidade, mas na maneira de fazer comunicação de modo geral. Assim como atualmente somos reféns de padrões estéticos estabelecidos pelos gregos, com a propaganda militar passamos a ser prisioneiros de um regime imagético muito forte, que ponderou até os dias atuais.
        Com o mercado publicitário em evidência, sentia-se a necessidade de mais mão de obra, dado isso, em seus primeiros passos eram pintores, poetas, cantores, enfim, todo um rol de artistas que se dedicou ao mercado publicitário. Contudo, a medida que a demanda ia subindo, esse cenário estava se tornando cada vez mais uma indústria de massa, cada vez mais se preocupando com questões estéticas, ignorando a abertura e autonomia da cultura brasileira. Entretanto, isso não se mostrou eficaz, como afirma Martín Barbeiro: "Não existe comunicação sem cultura, nem cultura sem comunicação."
          Concluo essa crítica ressaltando uma pergunta pertinente, que o próprio autor expõe em seu texto, e que parece nunca chegar a um consenso. "Afinal, qual é o verdadeiro papel da propaganda, vender ou informar/persuadir?"